J Transcat Intervent.2018;26:a0002.

Experiência inicial com a técnica de punção distal da artéria radial esquerda em procedimentos coronários invasivos

Pedro Beraldo de Andrade, Marden André Tebet, Fábio Salerno Rinaldi, Igor Ribeiro de Castro Bienert, Robson Alves Barbosa, Vinícius Cardozo Esteves, Sérgio Kreimer, Leonardo Maróstica Alves Silva, Mariana Privelato de Almeida Datilo, Cleverson Neves Zukowski, Felipe Maia, Luiz Alberto Piva e Mattos, Ederlon Ferreira Nogueira, André Labrunie

DOI: 10.31160/JOTCI2018;26(1)A0002

RESUMO

Introdução

Recentemente descrita, a punção distal da artéria radial esquerda através da tabaqueira anatômica apresenta-se como um refinamento da técnica. Exibe como potencial benefício maior conforto ao paciente e ao operador, além da manutenção do fluxo sanguíneo pelo arco palmar superficial, em caso de oclusão da artéria radial. Nosso objetivo foi avaliar a segurança e a factibilidade dessa nova técnica.

Métodos

Registro prospectivo envolvendo pacientes submetidos a procedimentos coronários invasivos diagnósticos ou terapêuticos pela porção distal da via radial esquerda. Os desfechos primários analisados foram a necessidade de troca da via de acesso e as complicações vasculares durante a internação.

Resultados

Entre setembro de 2017 e janeiro de 2018, 70 pacientes foram triados, dos quais 61 (87%) foram selecionados. Em 4,9% dos casos, não se logrou sucesso na obtenção da via de acesso. A idade foi de 62,2±11,6 anos, sendo 67,2% do sexo masculino e 37,9% diabéticos. Procedimentos diagnósticos foram realizados em 79,3% da amostra, com emprego de introdutores 5 French em 67,2% dos casos. A duração do procedimento foi de 24,8±15,2 minutos e o tempo de fluoroscopia, de 9,6±11,3 minutos. Houve um (1,7%) caso de cruzamento para outra via de acesso, e não ocorreu complicação vascular grave. Em um paciente, observou-se equimose discreta, com ausência de pulso em localização distal.

Conclusões

A punção distal da artéria radial esquerda é factível e segura em casos selecionados, realizados por operadores proficientes no acesso radial. Resultados de casuísticas maiores e ensaios randômicos são necessários para determinar sua eficácia na redução de complicações vasculares, quando comparada com a técnica tradicional.

Experiência inicial com a técnica de punção distal da artéria radial esquerda em procedimentos coronários invasivos

Comentários

Comentários Recentes

  • RAIMUNDO FURTADO - 28/jun/2018

    Excelente artigo. Parabéns aos autores.
    Realmente são necessários estudos maiores e randomizados para determinar a eficácia e os beneficios desta nova técnica.
    Em nosso serviço ja estamos utilizando rotineiramente esta nova via de acesso tanto para diagnóstico como para intervenções coronárias. Damos preferencia a arterial radial distal direita como fazemos com a técnica tradicional. A arterial radial distal esquerda tem sido utilizada apenas quando ha necessidade de se intervir pela esquerda. Como pacientes revascularizados com artéria mamaria esquerda ou impossibilidade de utilizar a artéria radial distal direita. Nestes casos a posição do braço esquerdo fica muito mais confortável para o paciente, assim como para o médico. Introdutores com até 7F de diâmetro tem sido utilizados quando necessário.
    Raimundo Furtado
    Hospital São Domingos
    São Luis – Maranhão.

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    • Pedro Beraldo de Andrade - 03/ago/2018

      Prezado Dr. Raimundo Furtado, obrigado pelos comentários.
      Como pioneiro do acesso radial no Brasil, suas opiniões são de grande valia.
      Com esta nova técnica, ampliam-se as opções de abordagem percutânea utilizando-se o membro superior, representando assim um refinamento cuja incorporação pelos operadores experientes é justificável.

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