J Transcat Intervent.2018;26(1-2):eA0015.

Comparação entre curativo compressivo e pulseira hemostática após procedimentos cardiológicos por via radial

Julio Roberto Barbiero, Rogério Tadeu Tumelero, Alexandre Pereira Tognon, Norberto Toazza Duda, Fábio Trentin, Denis Cadore, João Francisco Polina de Macedo

DOI: 10.31160/JOTCI2018;26(1)A0015

RESUMO

Introdução

A abordagem radial para cateterismo cardíaco e angioplastia coronária está consolidada. A prevalência de oclusão da artéria radial e de seus fatores determinantes ainda suscita debate. O objetivo deste estudo foi comparar a incidência de oclusão da artéria radial após sua cateterização em procedimentos cardiológicos com hemostasia por pulseira hemostática ou curativo elástico compressivo.

Métodos

Ensaio clínico randomizado, comparando a incidência de oclusão da artéria radial por palpação e Doppler vascular, na alta e no seguimento de 30 dias, em pacientes submetidos a procedimentos cardiológicos por via radial, alocados para hemostasia por curativo elástico ou pulseira hemostática.

Resultados

Foram incluídos 190 pacientes, e 166 completaram o seguimento de 30 dias. Não se observaram diferenças nas características basais entre os grupos. A incidência de oclusão radial na alta hospitalar, verificada pela palpação e pelo Doppler arterial, em pacientes que receberam curativo elástico e pulseira hemostática foi, respectivamente, de 9,7% vs. 12,4% e 6,5% vs. 10,3%, sem diferença entre os grupos. No seguimento de 30 dias, foi de 11,8% vs. 18,9% e 10,5% vs. 16,5%, sem diferença entre os grupos. Não se observou redução na incidência de oclusão arterial com o uso de heparina em altas doses, apesar de os pacientes submetidos a cateterismo cardíaco apresentarem oclusão radial com maior frequência que aqueles submetidos à intervenção coronária percutânea.

Conclusão

O curativo compressivo apresentou taxa de patência da artéria radial na alta hospitalar e no seguimento de 30 dias similar à da pulseira compressiva.

Comparação entre curativo compressivo e pulseira hemostática após procedimentos cardiológicos por via radial

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