J Transcat Intervent.2018;26(1-2):A0003.

Variações geográficas brasileiras das intervenções coronárias percutâneas

Luiz Carlos Benittez Júnior, Juliana Pavan Zuliani, Ana Rachel de Oliveira Vermejo, Daniel Ferreira Mugrabi, João Rubens Agostinho Rolim, Marco Antônio Passos, Wilson Miguel Cecim Coelho

DOI: 10.31160/JOTCI2018;26(1)A0003

RESUMO

Introdução:

A intervenção coronária percutânea é atualmente o método de revascularização mais utilizado para o tratamento da doença da artéria coronária. O objetivo deste estudo foi analisar as características e os resultados das intervenções coronárias percutâneas realizadas na última década nas diferentes regiões do Brasil.

Métodos:

Estudo retrospectivo, que incluiu procedimentos cadastrados no registro da Central Nacional de Intervenções Cardiovasculares (CENIC) entre 2006 e 2016, representativos das cinco regiões do país.

Resultados:

Foram analisados 176.780 pacientes, submetidos a 191.127 procedimentos, com o implante de 248.659 stents. Houve predomínio de pacientes do sexo masculino (66,1%), e a média de idade foi de 62,9 anos. A amostra apresentou 23,9% de diabéticos e 23,1% de tabagistas. O sucesso do procedimento foi elevado (97,3%), com utilização de stents em 96,1% dos casos. Os stents farmacológicos representaram 26,3% dos dispositivos implantados, com maior proporção de utilização nas Regiões Nordeste e Centro-Oeste. Eventos cardíacos adversos maiores intra-hospitalares foram reportados em 1,1% dos pacientes.

Conclusões:

De acordo com dados da CENIC, as intervenções coronárias percutâneas realizadas no Brasil incluíram procedimentos progressivamente mais complexos, com taxas de sucesso elevadas e prevalência de eventos cardíacos adversos maiores comparáveis às de registros internacionais. No entanto, estes avanços não foram uniformes entre as cinco regiões brasileiras.

Variações geográficas brasileiras das intervenções coronárias percutâneas

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