J Transcat Intervent.2018;26:eA0016.
Perfil clínico, angiográfico e preditores de mortalidade hospitalar no tratamento percutâneo de lesões em enxertos venosos
DOI: 10.31160/JOTCI2018;26(1)A0016
RESUMO
Introdução
As características angiográficas relacionadas ao processo degenerativo dos enxertos de veia safena e o perfil de alto risco destes pacientes aumentam a probabilidade de desfechos adversos durante e após a intervenção coronária percutânea. O objetivo deste estudo foi analisar o perfil clínico e angiográfico, as características dos procedimentos, e os resultados hospitalares das intervenções coronárias percutâneas realizadas em enxertos de veia safena, além de verificar preditores de mortalidade hospitalar neste grupo.
Métodos
Estudo retrospectivo, observacional, baseado nos cadastros da Central Nacional de Intervenções Cardiovasculares (CENIC), entre 2006 e 2016. Analisaram-se comparativamente os intervalos de anos (2006-2008, 2009-2011 e 2012-2016) e os desfechos infarto agudo do miocárdio periprocedimento, necessidade de revascularização miocárdica de urgência e óbito por todas as causas.
Resultados
Foram analisados 2.361 pacientes. Não houve diferença na prevalência de infarto agudo do miocárdio periprocedimento e óbito nos três períodos. Nenhum paciente necessitou de cirurgia de revascularização miocárdica de urgência. Na regressão logística simples, os preditores de mortalidade hospitalar foram idade avançada, apresentação clínica de infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST, Killip 3/4, lesões longas e com trombos, triarteriais e ocorrência de infarto agudo do miocárdio periprocedimento. Na análise de regressão logística múltipla, idade (OR 1,07; IC95% 1,02-1,13; p=0,01), tabagismo (OR 3,26; IC95% 1,13-9,39; p=0,03), infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST (OR 10,36; IC95% 3,96-27,07; p<0,01) e infarto agudo do miocárdio periprocedimento (OR 86,08; IC95% 15,81-468,63; p<0,01) exibiram correlação com o desfecho óbito.
Conclusão
Em pacientes submetidos à intervenção coronária percutânea em enxertos de veia safena, a identificação dos preditores de mortalidade hospitalar pode contribuir para melhor planejamento do procedimento, com o intuito de prevenir a ocorrência de eventos adversos.
Palavras-chave: Intervenção coronária percutânea; Mortalidade; Revascularização miocárdica; Stents; Veia safena
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