J Transcat Intervent.2019;27:eA20190011.

Pressão de pulso como fator de risco para eventos cardiovasculares: mito ou realidade?

Márcio Rogério de Souza Braite ORCID logo , Márcio Antônio dos Santos, Wilson Pedro Guimarães Neto, Júlio Cesar Queiróz de França, Isabela Gomes Carvalho, Moacir Fernandes de Godoy

DOI: 10.31160/JOTCI201927A20190011

RESUMO

Introdução

A pressão sistólica elevada e a pressão diastólica reduzida aumentam a carga sistólica e reduzem a pressão de perfusão coronária. Pesquisas sugeriram a existência de uma relação entre pressão de pulso elevada e morbimortalidade por eventos cardiovasculares. O objetivo deste estudo foi investigar o valor da pressão de pulso enquanto fator de risco predisponente para doença arterial coronariana, ou fator de risco agravante em pacientes com esta doença.

Métodos

Foram avaliados 5.027 registros pressóricos. A pressão de pulso foi determinada de forma invasiva na aorta ascendente. A doença arterial coronariana foi diagnosticada na presença de lesão obstrutiva com redução do diâmetro luminal de 50% ou mais, em pelo menos um vaso epicárdico principal. As comparações entre os grupos foram realizadas empregando-se o teste t de Student não pareado ou o teste de Mann-Whitney, conforme indicado. As variáveis categóricas foram comparadas empegando-se o teste qui-quadrado. A sobrevivência em longo prazo foi avaliada com base nas curvas de Kaplan-Meier. Valores de p≤0,05 foram considerados significantes.

Resultados

A pressão de pulso variou de 20,0 a 160,0mmHg (média ± desvio padrão: 68,4±22,3; mediana: 66,0mmHg; percentil 75: 82,0mmHg). A pressão de pulso mostrou-se associada a fatores de risco para doença arterial coronariana quando pacientes com e sem doença obstrutiva das artérias coronárias foram comparados. Entretanto, a pressão de pulso não foi preditor independente de mortalidade.

Conclusão

A pressão de pulso não é um preditor independente de óbito em pacientes com doença arterial coronariana submetidos à angiografia.

Pressão de pulso como fator de risco para eventos cardiovasculares: mito ou realidade?

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