J Transcat Intervent.2021;29:eA20200038.
Tratamento transcateter de coarctação com atresia do lúmen aórtico e kissing balloon entre aorta e artéria subclávia esquerda
DOI: 10.31160/JOTCI202129A20200038
A coarctação de aorta (CoA) representa 5% a 7% de todas as cardiopatias congênitas, com incidência estimada de aproximadamente três casos a cada dez mil nascidos vivos. O tratamento da CoA está indicado quando o gradiente pela coarctação é igual ou superior a 20mmHg., Sem tratamento, o prognóstico é ruim, com 75% de mortalidade aos 43 anos de idade. O uso de stents para tratamento endovascular de CoA foi relatado pela primeira vez em 1991, ampliando as possibilidades do tratamento transcateter. Análises retrospectivas mostram taxa de sucesso do procedimento com o uso de stents de 97,9%.
O tratamento percutâneo da CoA associada à atresia do lúmen aórtico (ALA) é um desafio técnico que exige materiais específicos e está associado a maior risco de complicações. Farjat Pasos et al. descreveram a técnica de cruzamento da CoA assistido por eletrocautério, uma opção acessível quando não é possível cruzar com guias 0,014” dedicadas ao tratamento de oclusões crônicas com a técnica tradicional. Nesses casos, está indicado o implante de stents cobertos. Habitualmente, o estreitamento da aorta é distante da origem da artéria subclávia esquerda (ASCE), permitindo que o implante do stent seja realizado sem maiores dificuldades. Nos casos em que a estenose esteja próxima da ASCE, pode-se utilizar a técnica do kissing balloon final (KBF) ou a do duplo guia para implante do stent, garantindo a permeabilidade do ramo.
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