J Transcat Intervent.2021;29:eA20210011.

Avaliação de oclusão da artéria radial em pacientes submetidos a procedimentos coronários diagnósticos e terapêuticos pelo acesso radial distal. Um estudo observacional retrospectivo (RDISTAL DOR)

Marden Tebet ORCID logo , Mickael Hermano Ogama ORCID logo , Sergio Kreimer ORCID logo , Eduardo Moreira dos Santos ORCID logo , Pedro Beraldo de Andrade ORCID logo , Cleverson Neves Zukowski ORCID logo , Felipe Maia ORCID logo , Vinicius Esteves ORCID logo

DOI: 10.31160/JOTCI202129A20210011

RESUMO

Introdução:

A utilização do acesso radial distal para procedimentos coronários invasivos tem tido uma rápida absorção pela comunidade médica, entretanto, sem avaliação dos resultados de eficácia e segurança dessa abordagem. O objetivo deste estudo foi avaliar a taxa de oclusão da artéria radial nessa técnica, por meio do ultrassom Doppler.

Métodos:

Estudo observacional, retrospectivo, envolvendo pacientes submetidos a procedimentos coronários invasivos diagnósticos ou terapêuticos pelo acesso radial distal com avaliação da perviedade da artéria radial pelo ultrassom Doppler. O desfecho primário analisado foi a taxa de oclusão da artéria radial.

Resultados:

Entre julho e dezembro de 2020, 51 pacientes realizaram procedimentos pelo acesso radial distal com avaliação da perviedade da artéria radial, de um total de 603 pacientes durante esse período. A idade foi de 58±10,8 anos, sendo 68,6% do sexo masculino, 26,9% diabéticos, e o diagnóstico de síndrome coronária aguda se deu em 68,6%. Procedimentos diagnósticos foram realizados em 68,2% da amostra, e em 23,5% dos pacientes com uso prévio do acesso radial proximal ipsilateral. O ultrassom Doppler foi realizado num período médio de 24 horas, não se observando qualquer oclusão da artéria radial, com tempo médio para inserção da bainha de 1,9 minuto. Não ocorreu complicação vascular grave. Em dois pacientes, observou-se dor em local do acesso; outros dois tiveram hematoma subcutâneo pequeno, e, em um paciente, espasmo moderado esteve presente.

Conclusão:

A utilização do acesso radial distal foi associada com baixa taxa de complicações hemorrágicas na via de acesso e ausência de oclusão da artéria radial por meio da avaliação pelo ultrassom Doppler

Avaliação de oclusão da artéria radial em pacientes submetidos a procedimentos coronários diagnósticos e terapêuticos pelo acesso radial distal. Um estudo observacional retrospectivo (RDISTAL DOR)

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