J Transcat Intervent.2022;30:eA20210030.

Acesso transradial distal na tabaqueira anatômica: comparação com os acessos transradial proximal no processo estiloide e transfemoral

Rodolfo Costa Sylvestre ORCID logo , Ingrid Ardisson Colodete ORCID logo , Ramon Chiabai Moura ORCID logo , Larissa Rosa Passos ORCID logo , Gabriela Flor Nimer ORCID logo , Vinicius Angelo Astolpho ORCID logo , Pietro Dall’Orto Lima ORCID logo , Vitor Martinelli Batista Rolim ORCID logo , Renato Giestas Serpa ORCID logo , Osmar Araújo Calil ORCID logo , Luiz Fernando Machado Barbosa ORCID logo , Roberto Ramos Barbosa ORCID logo

DOI: 10.31160/JOTCI202230A20210030

RESUMO

Introdução

A via de acesso transradial tem ganhado grande destaque em procedimentos coronários intervencionistas, devido às menores taxas de complicações, principalmente quando puncionada a artéria radial distal, na tabaqueira anatômica. O objetivo deste estudo foi analisar as taxas de complicação e de crossover das vias de acesso em procedimentos coronários invasivos, comparando-se a via pela artéria radial distal às vias transradial proximal no processo estiloide e transfemoral.

Métodos

Estudo de coorte prospectivo, observacional e unicêntrico. Foram comparados os resultados das vias de acesso, utilizando-se como desfechos primários as complicações relacionadas ao sítio de punção e o crossover da via de acesso arterial inicial.

Resultados

Foram incluídos 748 pacientes, sendo 152 (20,3%) no Grupo Transradial Distal, 388 (51,9%) no Grupo Transradial Proximal e 208 (27,8%) no Grupo Transfemoral. Nenhuma complicação foi observada no Grupo Transradial Distal, enquanto dois pacientes (0,5%) apresentaram hematomas locais discretos no Grupo Transradial Proximal e seis participantes (2,9%) apresentaram complicações no Grupo Transfemoral, sendo hematomas locais discretos em quatro (1,9%), pseudoaneurisma em um (0,5%) e sangramento ativo em um (0,5%) – todos sem necessidade de intervenção cirúrgica (p=0,01). A taxa de crossover foi de 9,2% no Grupo Transradial Distal, 5,9% no Grupo Transradial Proximal e 0,9% no Grupo Transfemoral (p=0,001).

Conclusão

A via de acesso pela artéria radial distal apresentou menor índice de complicações vasculares/hemorrágicas quando comparada às vias transradial proximal no processo estiloide e transfemoral. Entretanto, a taxa de crossover foi maior quando a via artéria radial distal foi a primeira escolha do operador.

Acesso transradial distal na tabaqueira anatômica: comparação com os acessos transradial proximal no processo estiloide e transfemoral

Comentários