Rev. Bras. Cardiol. Invasiva.2017;25(1-4):7-11.
Impacto da adoção de processos de trabalho hospitalares na redução do tempo porta-balão
DOI: 0.31160/JOTCI2017;25(1-4)A0003
RESUMO
Introdução:
O tempo entre a instalação dos sintomas e a reperfusão do vaso responsável pelo infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST está diretamente relacionado à morbimortalidade do paciente. As diretrizes preconizam que o tempo dispendido entre a chegada ao hospital e a realização da intervenção coronária percutânea (ICP) seja de, no máximo, 90 minutos, denominado tempo porta-balão. Poucos hospitais atingem esta meta. Este estudo teve como objetivo avaliar a eficácia da implementação de processos de trabalho hospitalares para reduzir este tempo.
Métodos:
Foram incluídos 222 pacientes consecutivos admitidos por procura espontânea entre fevereiro de 2008 e julho de 2013, tratados com ICP primária. Durante este tempo, foram adicionadas as seguintes estratégias, de forma hierarquizada: medição sistemática do tempo porta-balão (Grupo A), código de comunicação universal (Grupo B), triagem de pacientes (Grupo C), médico emergencista cardiologista (Grupo D).
Resultados:
A cada estratégia adicionada, houve queda gradual da mediana do tempo porta-balão (Grupo A: 145 minutos; Grupo B: 114,5 minutos; Grupo C: 88 minutos e Grupo D: 70 minutos; p < 0,0001) e aumento do porcentual de pacientes com tempo porta-balão menor ou igual a 90 minutos (Grupo A: 0%; Grupo B: 43,3%; Grupo C: 51,6%; Grupo D: 76,2%; p < 0,0001).
Conclusões:
Este estudo comprovou a eficácia das estratégias instauradas para reduzir o tempo porta-balão, chegando a superar o valor de 75% dos casos com tempo porta-balão menor que 90 minutos.
637
