J Transcat Intervent.2021;29:eA202102.

Acesso radial distal para prevenir a oclusão proximal da artéria radial: o que realmente se sabe?

Marcos Danillo Peixoto Oliveira ORCID logo , Adriano Caixeta ORCID logo

DOI: 10.31160/JOTCI202129A202102

O acesso radial (AR) oferece vantagens importantes em comparação à via femoral, como deambulação precoce do paciente, seu maior conforto, menos complicações vasculares, custos reduzidos com os cuidados de saúde e diminuição de eventos cardiovasculares adversos, incluindo mortalidade. Não obstante, ainda existem complicações do AR, e a oclusão da artéria radial (OAR) ocorreu em até 30% dos casos em estudo prospectivo de ultrassonografia vascular. Devido ao suprimento duplo de sangue para a mão, a OAR é geralmente assintomática e imperceptível, embora, às vezes, possa estar associada à isquemia distal, parestesia, dor no local da oclusão e perda funcional da mão. Mais importante, a OAR pode impedir o uso futuro da artéria radial para a realização de fístula de hemodiálise, cirurgia de revascularização do miocárdio, cirurgia reconstrutiva e repetição dos procedimentos pelo AR.

Recentemente, o AR distal (ARd) ganhou grande popularidade no mundo todo. Como um refinamento do AR proximal (ARp) padrão, essa técnica relativamente nova pode ter vantagens adicionais, em termos de conforto do paciente e do operador, hemostasia mais rápida e risco de OAR proximal (OARp). É importante ressaltar que, nos casos de OAR, como a punção arterial com ARd é realizada após o ponto de emergência do ramo palmar superficial da artéria radial, o fluxo sanguíneo pelo arco palmar não seria comprometido e, assim, o risco de lesão isquêmica seria mínimo.

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Acesso radial distal para prevenir a oclusão proximal da artéria radial: o que realmente se sabe?

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