J Transcat Intervent.2019;27:eA201818.

Análise temporal da intervenção coronária percutânea em diabéticos. Dados de um registro nacional

Frederico Lopes de Oliveira, Marcelo José de Carvalho Cantarelli, Paulo Montijo Taveira, Roberto José de Alvarenga Freire, Giulliano Gardenghi

DOI: 10.31160/JOTCI2019;27A201818

RESUMO

Introdução

Poucas publicações avaliaram a evolução temporal dos resultados da intervenção coronária percutânea em pacientes diabéticos na era contemporânea. Nosso objetivo foi verificar a evolução do resultado e da mortalidade da intervenção coronária percutânea em diabéticos no Brasil nos últimos 10 anos.

Métodos

Analisamos as intervenções coronárias percutâneas cadastradas na Central Nacional de Intervenções Cardiovasculares (CENIC) da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista de 2006 a 2016, sendo comparados três intervalos de tempo: 2006-2008, 2009-2011 e 2012-2016. Foram verificadas as características clínicas, angiográficas e dos procedimentos, além de desfechos clínicos e preditores de mortalidade hospitalar.

Resultados

A amostra foi composta por 38.938 pacientes, com idade de 63,8±10,5 anos e maior prevalência do sexo masculino (58,9%), sendo a hipertensão o fator de risco mais frequente (88,6%). Nesse período, houve crescimento das intervenções coronárias percutâneas entre os pacientes mais idosos, com antecedentes desse procedimento anteriormente, na vigência de síndrome coronária aguda, com acometimento uniarterial e portadores de lesões complexas. O uso de stents farmacológicos também foi crescente, assim como de dispositivos mais longos e menos calibrosos. Houve aumento significativo das taxas de sucesso do procedimento, com redução da mortalidade e de eventos cardíacos adversos maiores. Foram preditores de mortalidade: idade, infarto prévio, tabagismo, extensão da doença coronária, acometimento do tronco de coronária esquerda e quadro clínico de infarto.

Conclusão

Evolutivamente, em análise de 10 anos, a intervenção coronária percutânea em diabéticos no Brasil apresentou melhora progressiva de seu resultado, com redução da mortalidade hospitalar, a despeito da crescente complexidade clínica e angiográfica dessa população.

Análise temporal da intervenção coronária percutânea em diabéticos. Dados de um registro nacional

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