J Transcat Intervent.2021;29:eA20200016.

Associação entre o tempo porta-balão e fatores clínicos com turnos hospitalares

Filipe Luis Merini ORCID logo , André Santos Felippe ORCID logo , Roberto Léo da Silva ORCID logo , Tammuz Fattah ORCID logo , Daniel Medeiros Moreira ORCID logo

DOI: 10.31160/JOTCI202129A20200016

RESUMO

Introdução

No infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST, a terapêutica principal é a reperfusão arterial precoce, realizada por meio da intervenção coronária percutânea primária. Recomenda-se que o tempo porta-balão seja <90 minutos. O objetivo deste estudo foi associar o tempo porta-balão e os fatores clínicos com turnos hospitalares.

Métodos

Estudo observacional transversal, aninhado ao Catarina Heart Study . Foram analisados pacientes com diagnóstico de infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST, em hospitais da Grande Florianópolis, de 2016 a 2020. As variáveis qualitativas foram analisadas pelo teste do qui-quadrado e as quantitativas pelo teste t de Student e pelo teste de Mann-Whitney.

Resultados

Foram analisados 318 pacientes, com média de idade de 58,7±11,4 anos, predominância masculina (71,7%) e de hipertensos (53,7%). A mediana do tempo porta-balão foi significativamente menor no grupo atendido em dias úteis comparado ao atendido durante finais de semana, respectivamente, 71,0 (51,0-126,0) minutos e 91,0 (71,0-123,0) minutos (p=0,028). Não houve diferença no tempo porta-balão no período noturno e nas horas não úteis. Indivíduos submetidos à intervenção coronária percutânea primária durante o período noturno apresentaram tendência não significativa de maiores taxas de mortalidade por qualquer causa (1,9%) comparados aos atendidos no período diurno (0,0%; p=0,057).

Conclusões

Pacientes com infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST atendidos em dias úteis apresentam menor tempo porta-balão.

Associação entre o tempo porta-balão e fatores clínicos com turnos hospitalares

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