J Transcat Intervent.2020;28:eA202005.

Comentário para: Initial Invasive or Conservative Strategy for Stable Coronary Disease (ISCHEMIA)

Fernando Mendes Sant’Anna ORCID logo , Lucas Bonacossa Sant’Anna ORCID logo , Sérgio Lívio Menezes Couceiro ORCID logo

DOI: 10.31160/JOTCI202028A202005

Muito se tem pesquisado sobre o tratamento da doença arterial coronariana (DAC) crônica. O estudo ISCHEMIA (International Study of Comparative Health Effectiveness with Medical and Invasive Approaches) foi muito aguardado, na esperança de que respondesse a muitas dúvidas ainda existentes. Nossa intenção é elaborar uma leitura crítica desse documento, analisando sua metodologia, seus resultados e o quanto ele pode produzir de impacto na prática clínica dos cardiologistas.

Inicialmente, ao examinarmos a metodologia do estudo, nota-se uma diferença entre o que se planejou em termos de tamanho da amostra e o que foi, de fato, realizado. O tamanho da amostra foi calculado inicialmente de modo a detectar uma diferença na taxa de eventos de 18% entre os Grupos Estratégia Invasiva (Grupo INV) e Conservadora (Grupo CON) ao longo de 4 anos, assumindo-se taxa de eventos de 20% no segundo grupo. Ou seja, a taxa de eventos no Grupo INV seria em torno de 16,4% e, para isso, assumindo-se poder do teste de 90% e erro tipo alfa de 0,05, precisaríamos de, aproximadamente, 2.500 pacientes em cada grupo.

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Comentário para: Initial Invasive or Conservative Strategy for Stable Coronary Disease (ISCHEMIA)

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