J Transcat Intervent.2020;28:eA20190033.
Efeito do uso de estatinas em eventos cardíacos adversos após intervenção coronária percutânea eletiva
DOI: 10.31160/JOTCI202028A20190033
RESUMO
Introdução
Reconhecer os fatores de risco para ocorrência de complicações após intervenção coronária percutânea pode contribuir para seu manejo adequado e a redução de desfechos adversos. O uso prévio de estatinas tem sido associado à menor prevalência de infarto do miocárdio relacionado ao procedimento. O estudo objetiva determinar a prevalência de infarto periprocedimento em intervenções coronárias eletivas e identificar fatores de risco associados a essa complicação, com particular interesse pelo efeito do uso prévio de estatinas.
Métodos
Entre 2016 a 2018, foram incluídos 249 pacientes submetidos a procedimentos coronários percutâneos terapêuticos eletivos em um serviço de referência em cardiologia intervencionista. O critério de infarto do miocárdio periprocedimento seguiu a Quarta Definição Universal de Infarto do Miocárdio.
Resultados
Infarto periprocedimento ocorreu em 26 (10,4%) pacientes e injúria miocárdica em 141 (56,6%). O sexo masculino foi associado à maior ocorrência do evento (74,2% versus 57,3%; p=0,009). Uso prévio de estatina correlacionou-se à menor ocorrência dos eventos (59,8% versus 74,4%; IC95% 0,29-0,92; p=0,025). Na análise multivariada, controlando-se as variáveis sexo e uso de betabloqueador, o efeito protetor das estatinas manteve-se significante (RC: 0,37; IC95% 0,19-0,75; p=0,005).
Conclusão
O infarto periprocedimento e a injúria miocárdica são desfechos comuns após intervenção coronária percutânea eletiva. A prevalência desses eventos foi menor em pacientes que faziam uso de estatinas. Sexo masculino esteve relacionado à maior ocorrência desses episódios. Os resultados reforçam o corpo de evidências positivo acerca do papel das estatinas na proteção cardiovascular.
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