Rev. Bras. Cardiol. Invasiva.2017;25(1-4):27-30.

Intervenção coronária percutânea em vasos de grande calibre

Felippe Dantas Vilela, Leandro Assumpção Cortes, Guilherme Barros Ferreira da Costa, José Ary Boechat e Salles

DOI: 10.31160/JOTCI2017;25(1-4)A0007

RESUMO

Introdução:

A intervenção coronária percutânea (ICP) em vasos calibrosos possui particularidades pouco exploradas nos estudos. Nosso objetivo foi avaliar as tendências temporais nos últimos 10 anos e desfechos intra-hospitalares nesta população.

Métodos:

Utilizando dados da Central Nacional de Intervenções Cardiovasculares (CENIC), foram analisados os procedimentos realizados entre junho de 2006 e março de 2016, divididos em três períodos (2006-2008; 2009-2011 e 2012-2016). Contemplaram-se dados clínicos, angiográficos, terapêuticos e desfechos intra-hospitalares.

Resultados:

A amostra foi composta por 35.065 pacientes e 35.837 procedimentos. A média de idade foi 61,7 anos, sendo 72,1% do sexo masculino e 19,6% portadores de diabetes melito. A taxa de sucesso foi elevada (98,7%), com maior utilização ao longo do tempo de stents farmacológicos, da via de acesso radial e da abordagem de lesões no tronco de coronária esquerda. Observou-se redução significativa da mortalidade hospitalar, favorecendo as intervenções contemporâneas. As principais variáveis correlacionadas ao óbito em modelo de regressão logística múltiplo foram infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento de ST, lesão de tronco e disfunção ventricular esquerda.

Conclusões:

Houve redução de mortalidade no tratamento percutâneo de vasos calibrosos. O impacto da adoção de medidas capazes de influenciar favoravelmente nos resultados, como maior utilização de stents farmacológicos e do acesso radial, requer confirmação por estudos metodologicamente dirigidos a esta hipótese investigacional.

Intervenção coronária percutânea em vasos de grande calibre

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