J Transcat Intervent.2021;29:eA20200035.

Morbimortalidade em uma coorte de indivíduos submetidos à aterectomia rotacional por lesões extremamente calcificadas

Felipe Barbosa Amaral ORCID logo , Débora Freire Ribeiro Rocha ORCID logo , Maurício Lopes Prudente ORCID logo , Henrique Lima Guimarães ORCID logo , Álvaro de Moraes Júnior ORCID logo , Fernando Henrique Fernandes ORCID logo , Flavio Passos Barbosa ORCID logo , Adriano Gonçalves de Araújo ORCID logo , Max Weyler Nery ORCID logo , Giulliano Gardenghi ORCID logo

DOI: 10.31160/JOTCI202129A20200035

RESUMO

Introdução:

O tratamento de artérias coronárias com lesões intensamente calcificadas ou cronicamente ocluídas tem as menores taxas de sucesso quando elas são submetidas a procedimento percutâneo. Uma estratégia de redução de volume das lesões calcificadas, que fazia parte da técnica de resgate para tratamento de estenoses não dilatáveis por balão, evoluiu para uma abordagem de preparação da lesão primária, para posterior implante do stent.

Métodos:

Trata-se de análise retrospectiva de dados relacionados a aterectomias rotacionais realizadas em pacientes complexos e de alto risco para tratamento de lesões extremamente calcificadas com implante de stent farmacológico, obtidos do Prontuário Eletrônico do Paciente Tasy, entre os anos de 2012 e 2016.

Resultados:

Uma coorte de 138 indivíduos foi acompanhada após aterectomia rotacional entre os anos de 2012 e 2016. Os fatores de risco mais frequentemente observados foram hipertensão (87%), dislipidemia (69%), diabetes melito (44%) e sedentarismo (72%). Foram tratados 244 vasos, dos quais 179 com auxílio de aterectomia rotacional, e implantados 308 stents farmacológicos. O escore SYNTAX II foi 22,4±11,5, com 18% dos indivíduos classificados como de alto risco (>33 pontos); acesso arterial femoral ocorreu em 76,8%. A transposição da lesão foi alcançada em 98% dos casos. O sucesso angiográfico foi obtido com o implante de stent em 98% dos procedimentos. O tempo de internação hospitalar foi de 2,6±3,7 dias. A mortalidade intra-hospitalar foi de 4%, e a mortalidade em 4 anos foi de 14,5%. O seguimento tardio foi realizado por ligações telefônicas até 4 anos após o procedimento. Dentre os pacientes, 97% mantiveram o uso regular de terapia antiplaquetária dupla. Apenas 42% relataram exercícios regulares. Angina pectoris foi relatada por 13% dos indivíduos.

Conclusão:

A aterectomia rotacional apresentou baixa ocorrência de eventos adversos nas evoluções imediata e tardia, levando à alta taxa de sucesso do implante de stent em lesões complexas.

Morbimortalidade em uma coorte de indivíduos submetidos à aterectomia rotacional por lesões extremamente calcificadas

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