J Transcat Intervent.2020;28:eA20190021.

Nefropatia induzida por contraste não iônico isosmolar versus iônico de baixa osmolaridade em pacientes após intervenção coronária percutânea

Rodrigo de Moura Joaquim ORCID logo , Rafaela Penalva, Roberto Léo da Silva, Alexandre Abizaid, Sérgio Navarro Braga, Luiz Fernando Tanajura, Amanda Guerra de Moraes Rego Sousa, Fausto Feres, José de Ribamar Costa Júnior

DOI: 10.31160/JOTCI202028A20190021

RESUMO

Introdução

A angiografia coronária é um avanço no manejo de uma série de condições cardiológicas, porém a injeção de contraste iodado pode levar à nefropatia induzida por contraste, principalmente em populações de alto risco. Ainda não há consenso sobre qual o melhor tipo de contraste a ser utilizado. O objetivo deste estudo foi avaliar a ocorrência de nefropatia induzida por contraste em pacientes submetidos à intervenção coronária percutânea, comparando contraste de baixa osmolaridade com contraste isosmolar.

Métodos

Estudo unicêntrico, longitudinal, prospectivo e não concorrente. O tipo de contraste utilizado no procedimento e as variáveis clínicas dos pacientes foram associados à ocorrência de nefropatia induzida por contraste, utilizando teste qui-quadrado; um modelo de regressão logística foi desenvolvido para a análise multivariada.

Resultados

Um total de 374 intervenções coronárias percutâneas utilizou apenas um dos tipos de contraste, sendo 275 o de baixa osmolaridade e 99 o isosmolar. A média de idade foi 61,86 anos; 66,3% dos pacientes eram do sexo masculino, 38,5% eram diabéticos, 24,3% tinham doença renal crônica e a apresentação clínica foi de síndrome coronariana aguda em 44,7%. O contraste isosmolar foi associado a maior ocorrência de nefropatia quando comparado ao de baixa osmolaridade (12,1% versus 5,8%; p=0,041; p=0,047 na análise multivariada), com chance 2,3 vezes maior da complicação. Idade (p=0,045) e diabetes (p=0,088) também foram relevantes para ocorrência de nefropatia. Um paciente em cada grupo evoluiu para hemodiálise no período intra-hospitalar.

Conclusão

O contraste não iônico isosmolar é associado a maior ocorrência de nefropatia induzida por contraste, quando comparado ao contraste iônico de baixa osmolaridade.

Nefropatia induzida por contraste não iônico isosmolar versus iônico de baixa osmolaridade em pacientes após intervenção coronária percutânea

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