J Transcat Intervent.2023;31:e20230001.

Perfil clínico e hemodinâmico de pacientes consecutivos com estenose aórtica valvar estudados na era pré-implante transcateter valvar aórtico em instituição acadêmica. Análise comparativa da avaliação invasiva com a ecocardiográfica

Larissa Rodrigues Garcia ORCID logo , Felipe Araújo Campos ORCID logo , José Antônio Marin-Neto ORCID logo , Renata Nabeiro Dias Angelo ORCID logo , Isabela Scatolini Capodifoglio ORCID logo , Henrique Turin Moreira ORCID logo , André Schmidt ORCID logo , Minna Moreira Dias Romano ORCID logo , André Vannuchi Badran ORCID logo , Moyses de Oliveira Lima-Filho ORCID logo , Igor Matos Lago ORCID logo , João Reynaldo Abbud Chierice ORCID logo

DOI: 10.31160/JOTCI20233120230001

RESUMO

Introdução

Face à melhor compreensão da fisiopatologia da estenose valvar aórtica, cresceu paralelamente a complexidade da avaliação de sua gravidade, persistindo relevante incerteza quanto à aplicabilidade dos métodos invasivos pelo cateterismo cardíaco e os não invasivos, com base em ecocardiografia. O objetivo deste estudo foi analisar os padrões hemodinâmicos da avaliação com ecocardiografia comparativamente à estimativa da gravidade da estenose aórtica com o cateterismo em pacientes consecutivos referidos para avaliação diagnóstica por laboratório de hospital acadêmico terciário no triênio 2016-2018.

Métodos

Estudo observacional, descritivo e retrospectivo das características clínicas e dos resultados das avaliações da gravidade da estenose valvar aórtica obtidas em 96 pacientes consecutivos, por meio de cateterismo e ecocardiografia.

Resultados

Amostra populacional de 49 homens e 47 mulheres, com mediana de idade de 66,5 (56,5 a 72,8) anos, estenose valvar aórtica degenerativa em 49% e reumática em 40%, além de diversas comorbidades, inclusive doença coronária (37%). Pelo cateterismo, com base no gradiente pico de 48 (20 a 68), a estenose valvar aórtica foi avaliada como grave em 56%, sendo a pressão telediastólica ventricular de 20mmHg (16 a 30mmHg). Pela ecocardiografia, a área valvar foi 0,9cm2(0,7 a 1,2cm2), sendo indexado 0,5cm2/m2(0,43 a 0,5cm2/m2), com gradiente pico de 62±26 mmHg. A estenose valvar aórtica foi considerada severa em 69,2%. Houve discordância entre os métodos sobre a severidade da estenose valvar aórtica em 30% dos exames, com coeficiente de Spearman entre área valvar pelo ecocardiograma e gradiente pico pelo cateterismo de -0,7 (p<0,001).

Conclusão

Em amostra representativa dos vários padrões hemodinâmicos, a avaliação da gravidade da estenose valvar aórtica, como praticada rotineiramente em laboratório acadêmico, limitou-se à medida de pico de gradiente transvalvar. A estimativa da área valvar pelo método ecocardiográfico, sendo indireta e também passível de crítica, contribui para as discrepâncias encontradas, tornando-se justificável buscar o aperfeiçoamento de ambos os métodos, em vista da complexidade clínica e hemodinâmica detectada.

Perfil clínico e hemodinâmico de pacientes consecutivos com estenose aórtica valvar estudados na era pré-implante transcateter valvar aórtico em instituição acadêmica. Análise comparativa da avaliação invasiva com a ecocardiográfica

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