J Transcat Intervent.2021;29:eA20200037.
Precisão clínica do teste de Barbeau reverso no diagnóstico de oclusão da artéria radial após cateterização transradial
DOI: 10.31160/JOTCI202129A20200037
RESUMO
Introdução
A oclusão da artéria radial é uma complicação infrequente do cateterismo transradial. Sua avaliação é um aspecto crítico da assistência clínica, devendo ser feita com exame complementar, em geral um teste pletismográfico (teste de Barbeau reverso) ou ultrassonografia (Doppler) – sendo o último o padrão-ouro. O objetivo deste estudo foi avaliar a precisão do teste de Barbeau reverso na detecção de oclusão da artéria radial após cateterismo transradial.
Métodos
Estudo de dois centros com pacientes submetidos a procedimentos por via radial. Todos receberam pelo menos 5.000UI de heparina. As bainhas foram retiradas imediatamente após o exame, utilizando um protocolo de hemostasia patente. A perviedade da artéria radial foi verificada pelo teste de Barbeau reverso e por avaliação Doppler nas primeiras 24 horas.
Resultados
Foram incluídos 350 pacientes, com média de idade de 61,7 (±9,7) anos. A oclusão da artéria radial foi verificada após o procedimento em 19 (5,4%) pacientes, por meio de Doppler. A aplicação do teste de Barbeau reverso teve os seguintes resultados: 64,0% curva tipo A, 15,7% tipo B, 8,3% tipo C e 12,0% tipo D (a última sugere oclusão). Com o teste de Barbeau reverso, entre os pacientes com oclusão confirmada pela avaliação ultrassonográfica, 21,1% deixariam de ser diagnosticados devido a um exame falso-negativo, e, entre aqueles sem oclusão da artéria radial, 8,2% seriam diagnosticados erroneamente como a tendo (sensibilidade de 78,9% e especificidade de 91,8%).
Conclusão
O uso do teste de Barbeau reverso tem boa precisão na detecção de oclusão da artéria radial, sendo uma opção para uso clínico diário, embora sua utilização resulte na superestimação de oclusão da artéria radial.
Palavras-chave: Cateterismo transradial; Doppler; Oclusão da artéria radial
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