J Transcat Intervent.2018;26(1-2):a0001.

Punção transradial distal esquerda: satisfatória o suficiente?

Nathan Lo, Sunil V Rao

DOI: 10.31160/JOTCI2018;26(1)A0001

O acesso pela artéria radial para angiocoronariografia foi descrito inicialmente em 1989. Desde então, diversas evidências mostraram que esta abordagem é superior em termos de segurança, custos e benefícios para qualidade de vida, quando comparada ao acesso pela artéria femoral. O acesso radial direito continua sendo preferido em relação ao esquerdo, principalmente por considerações ergonômicas. Entretanto, o uso da artéria radial esquerda pode ser vantajoso em certos casos: presença de enxerto de artéria mamária interna esquerda, oclusão de artéria radial direita, tortuosidade na radial direita ou subclávia, baixa estatura e preferência do paciente. Muitos estudos também mostraram menor tempo de fluoroscopia e uso de contraste com o acesso radial esquerdo de rotina, em comparação ao lado direito, que está potencialmente relacionado à maior prevalência de tortuosidade na subclávia, e a desvantagens geométricas do eixo subclávia-inominada-aorta, a partir da abordagem radial direita.,

A punção distal da artéria radial esquerda é uma nova técnica que procura combinar as vantagens da abordagem da via radial esquerda com o conforto ergonômico. Descrita inicialmente por Babunashvili e Dundua, em 2011, para abrir, de forma retrógrada, as artérias radiais ipsilaterais ocluídas, esta técnica foi apenas recentemente relatada como alternativa potencial para canulação convencional da artéria radial para angiocoronariografia e intervenções. A técnica é realizada com o posicionamento do braço esquerdo do paciente em direção à virilha direita, com pronação e flexão do punho para trazer a artéria radial para a superfície da tabaqueira anatômica, e canulação da artéria na fossa radial no dorso da mão. Em comparação ao acesso convencional pela radial esquerda, esta posição permite ao cirurgião ter acesso com conforto, no lado direito do paciente, mantendo o braço esquerdo a uma distância próxima do operador durante todo o processo e evitando a necessidade do operador se curvar sobre o paciente. Além disso, pode-se manter o braço em uma posição mais natural para o paciente., Como este é um método novo, poucos estudos avaliaram sua segurança, sua viabilidade e seus resultados.

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Punção transradial distal esquerda: satisfatória o suficiente?