J Transcat Intervent.2020;28:eA20190028.

Resultados de um programa de atendimento ao infarto por telemedicina

Victor Eduardo de Almeida e França ORCID logo , Pedro Arthur Ferreira Borges, Leonardo Veloso do Amaral, Max Weyler Nery, Debora Rodrigues, Fernanda Leão Martins, Fernando Henrique Fernandes, Adriano Gonçalves de Araújo, Flavio Passos Barbosa, Álvaro de Morais Júnior, Maurício Lopes Prudente, Giulliano Gardenghi

DOI: 10.31160/JOTCI202028A20190028

RESUMO

Introdução:

No Brasil, o infarto agudo do miocárdio acomete aproximadamente 300 mil pessoas ao ano, com mortalidade de 30%, sendo 80% destas nas primeiras 24 horas. Os sistemas de telemedicina, a exemplo do Latin America Telemedicine Infarct Network, objetivam otimizar as etapas, desde a triagem ao tratamento. Sabendo da dificuldade de comunicação entre unidades de pronto atendimento e serviço terciário, o sistema busca interligar triagem, médico e transporte, facilitando a transferência do paciente à hemodinâmica. Desse modo, justifica-se a implementação de sistema de telemedicina voltado ao infarto agudo do miocárdio e à avaliação de desfechos cardiovasculares. O objetivo do presente trabalho foi analisar a implementação de um programa de telemedicina, bem como as características da população e os tempos envolvidos no tratamento e na transferência, além da mortalidade hospitalar.

Métodos:

Estudo de coorte com 110 indivíduos diagnosticados com infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST em cinco unidades de pronto atendimento do município de Aparecida de Goiânia, no período entre novembro de 2015 e agosto de 2018.

Resultados:

No período descrito, foram tratados 110 pacientes, com média de idade de 58±11 anos, sendo 72,2% do sexo masculino, 53,6% hipertensos, 23,6% diabéticos, 27,3% tabagistas ativos e 6,4% com história de infarto prévio. Dos pacientes admitidos, 90,9% foram submetidos à intervenção coronária percutânea primária e, do total, 8,2% foram a óbito nos primeiros 30 dias.

Conclusão:

A implementação do sistema de telemedicina resultou em redução da mortalidade comparativamente ao sistema público de saúde. Apesar da melhora da assistência, observamos tempos elevados de transferência, o que justifica a necessidade de implementação de terapia fibrinolítica nas unidades secundárias.

Resultados de um programa de atendimento ao infarto por telemedicina

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