J Transcat Intervent.2019;27:eA201811.

Intervenção coronária percutânea em mulheres: análise de 10 anos

André Diehl Ferreira, Gabriel Constantin, Jonathan Fraportti do Nascimento, Álvaro Machado Rösler, Pedro Nectoux, Valter Correia de Lima, Mauro Ricardo Nunes Pontes, Fernando Antônio Lucchese

DOI: 10.31160/JOTCI201927A201811

RESUMO

Introdução

Avaliaram-se as tendências temporais na população feminina submetida à intervenção coronária percutânea, com relação aos aspectos clínicos, angiográficos e dos procedimentos, a partir da análise dos resultados de 10 anos de um registro nacional. O objetivo deste estudo foi comparar os resultados e os desfechos clínicos da fase hospitalar agrupando a amostra em três períodos de tempo distintos.

Métodos

Foi utilizado o banco de dados da Central Nacional de Intervenções Cardiovasculares (CENIC), sendo avaliadas 59.931 mulheres que realizaram intervenção coronária percutânea entre 2006 e 2016, categorizadas em intervalos de tempo, analisando-se variáveis clínicas, angiográficas e desfechos hospitalares.

Resultados

Houve diminuição na prevalência de tabagismo, hipertensão arterial e dislipidemia ao longo do tempo. Da mesma forma, a prevalência de lesões calcificadas, lesões trombóticas e bifurcações diminuiu. O sucesso do procedimento aumentou, e houve diminuição das complicações pós-procedimento, como óbito, infarto e revascularização cirúrgica de emergência. Na análise de preditores de risco para óbito, foi observado que pacientes com lesão de tronco de coronária esquerda apresentaram risco de morte aumentado em 15 vezes (p<0,0001), assim como lesões multiarteriais, que elevaram o risco em aproximadamente três vezes (p<0,0001).

Conclusão

A intervenção coronária percutânea em mulheres apresentou melhores resultados ao longo do tempo analisado, com maior taxa de sucesso dos procedimentos e menor proporção de complicações hospitalares.

Intervenção coronária percutânea em mulheres: análise de 10 anos

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