J Transcat Intervent.2023;31:eA202302.
Implantação de stent na bifurcação do tronco da coronária esquerda: uma análise em 2023
DOI: 10.31160/JOTCI202331A202302
RESUMO
Por várias décadas, a revascularização do miocárdio foi considerada o tratamento padrão-ouro de lesões não protegidas do tronco da coronária esquerda. No entanto, a acessibilidade anatômica e o grande calibre dos vasos tornam as lesões de tronco uma opção atraente para a intervenção coronária percutânea. A aplicação dessa intervenção nesse cenário foi expandida ainda mais como resultado da introdução de novos stents farmacológicos, com rápidos avanços em técnicas, dispositivos e farmacoterapias adjuvantes. As evidências atuais têm demonstrado que pacientes com complexidade coronariana baixa ou intermediária têm desfechos similares com a intervenção coronária percutânea ou a revascularização cirúrgica do miocárdio por até 10 anos. O tratamento das lesões da bifurcação do tronco da coronária esquerda continua tecnicamente complexo, apesar dos recentes avanços. A abordagem provisional é a estratégia padrão na maioria dos tipos de lesões da bifurcação do tronco da coronária esquerda. No entanto, algumas lesões complexas da bifurcação do tronco da coronária esquerda justificariam uma técnica eletiva com implante de dois stents. A abordagem integrada, que incorpora técnicas dedicadas, uma avaliação fisiológica e anatômica adjuvante e agentes farmacológicos, é fundamental para abordar com sucesso esse desafio ímpar e melhorar os desfechos clínicos.
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