J Transcat Intervent.2022;30:eA20220033.

Análise dos desfechos em intervenção coronária percutânea de tronco de coronária esquerda não protegido

Henrique Lima Guimarães ORCID logo , Giulliano Gardenghi ORCID logo , Debora Rodrigues Santana ORCID logo , Max Weyler Nery ORCID logo , Fabiano Zumpano ORCID logo , Fernando Henrique Fernandes ORCID logo , Álvaro de Morais Júnior ORCID logo , Adriano Gonçalves de Araújo ORCID logo , Débora Freire Ribeiro Rocha ORCID logo , Frederico Lopes de Oliveira ORCID logo , Mauricio Lopes Prudente ORCID logo , Flávio Passos Barbosa ORCID logo

DOI: 10.31160/JOTCI202230A20210033

RESUMO

Introdução:

Lesões significativas no tronco de coronária esquerda são encontradas em aproximadamente 5% dos pacientes submetidos à coronariografia, sendo a maioria dos casos multiarteriais e com envolvimento do tronco distal. A cirurgia de revascularização do miocárdio é considerada o tratamento preferencial para lesões de tronco de coronária esquerda não protegido. No entanto, com o avanço de técnicas e a introdução dos novos stents liberadores de fármacos, a intervenção coronariana percutânea tem sido considerada estratégia viável, apresentando resultados favoráveis. O objetivo deste estudo foi analisar os desfechos em pacientes com lesões de tronco de coronária esquerda não protegido submetidos à intervenção coronariana percutânea.

Métodos:

Foram analisados dados eletrônicos de pacientes submetidos à intervenção coronariana percutânea entre dezembro de 2017 e janeiro de 2020 em um único centro, com o objetivo de avaliar características clínicas, angiográficas e os desfechos clínicos.

Resultados:

Foram incluídos 103 pacientes portadores de lesões significativas de tronco não protegido, 66% eram do sexo masculino, 88,3% eram hipertensos, e 87,4% possuíam função ventricular normal. Lesões envolvendo a bifurcação foram identificadas em 73,8% dos pacientes, 36,9% apresentavam lesões concomitantes nos três grandes vasos epicárdicos e 42,7% com escore SYNTAX intermediário (23 a 32 pontos). O sucesso angiográfico foi obtido em 100% dos casos, com quatro (3,9%) eventos cardíacos e cerebrovasculares adversos, sendo 2,9% de mortalidade.

Conclusão:

Os resultados hospitalares sustentam a intervenção coronariana percutânea como um procedimento seguro, de excelente resultado angiográfico e eventos cardíacose cerebrovasculares adversos comparáveis aos da cirurgia de revascularização do miocárdio, configurando opção bastante viável em relação ao tratamento cirúrgico.

Análise dos desfechos em intervenção coronária percutânea de tronco de coronária esquerda não protegido

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