J Transcat Intervent.2021;29:eA202105.

Angioplastia primária em infarto agudo do miocárdio: experiência inicial de um país em desenvolvimento

Miguel Bernardino Antunes Vicente ORCID logo , Roger Ravelo Dopico ORCID logo , Luís Mariano de Lima Domingos ORCID logo , Tomás Carlos Méndez Peralta ORCID logo , Valdano Manuel ORCID logo , Júlio César Echarte Martinez ORCID logo , Leonardo Hipólito Lopéz Ferrero ORCID logo , Jesus del Todo ORCID logo , Abel Salas Fabre ORCID logo , Ramon Reynoso ORCID logo , Vasco Sabino da Silva ORCID logo , António Pedro Filipe Júnior ORCID logo

DOI: 10.31160/JOTCI202129A202105

RESUMO

Introdução:

A doença aterosclerótica coronariana representa um importante problema de saúde pública mundialmente. Na África, suas taxas variáveis de progressão têm aumentado em diferentes países. Em Angola, apesar do domínio do cenário epidemiológico pelas doenças infectocontagiosas, a doença aterosclerótica coronariana vem crescendo com notáveis impactos, forçando a criação de mecanismos para enfrentar essa realidade em um país onde a escassez de infraestrutura específica ainda é um desafio. O objetivo deste estudo foi descrever a experiência de angioplastia primária em pacientes com infarto agudo do miocárdio em um centro terciário angolano.

Métodos:

Estudo descritivo, longitudinal, retrospectivo, com envolvimento de 165 pacientes diagnosticados com infarto agudo do miocárdio entre 2012 e 2019. As variáveis foram idade, sexo, fatores de risco, características angiográficas e relacionadas com o procedimento e suas principais complicações.

Resultados:

A média de idade foi de 58,3±6,8 anos, e predominou o sexo masculino (75,8%). Hipertensão arterial (69,7%), dislipidemia (35,2%), tabagismo (32,7%) e diabetes (29,7%) foram mais prevalentes. A localização em parede anterior foi predominante (49,7%). Houve majoritariamente comprometimento de um vaso (50,9 %). A artéria descendente anterior foi a mais envolvida (49,7%). O tempo porta-balão foi de 46,6±32,4 minutos. Na análise multivariável, infarto de parede anterior (p=0,033), diabetes (p=0,004), idade ≥60 anos (p≤0,001) e fluxo TIMI final pós-intervenção coronária

Conclusão:

A intervenção coronária percutânea no contexto do infarto agudo do miocárdio em Angola é uma realidade, porém não é suficiente diante da grande demanda atual.

Angioplastia primária em infarto agudo do miocárdio: experiência inicial de um país em desenvolvimento

Comentários