J Transcat Intervent.2019;27:eA201823.

Associação entre tabagismo e mortalidade hospitalar de pacientes com infarto agudo do miocárdio submetidos à angioplastia primária

Paulo Victor Borge Pinto, João Luiz de Alencar Araripe Falcão, Gentil Barreira de Aguiar Filho, Renato Nogueira Barreto de Melo, Renato Áttila de Macêdo e Souza, Bianca Lopes Cunha, Dulce Andrade Terceiro, Marcelo Rego Mota, Nilson de Moura Fé Filho, José Erirtônio Façanha Barreto, Frederico Augusto de Lima e Silva, Breno de Alencar Araripe Falcão

DOI: 10.31160/JOTCI201927A201823

RESUMO

Introdução

A associação do tabagismo a melhores desfechos clínicos entre os pacientes com infarto agudo do miocárdio submetidos à fibrinólise é conhecida como paradoxo do tabagista. A relação entre tabagismo e desfechos clínicos após angioplastia primária é controversa. O estudo teve como objetivo avaliar a associação entre tabagismo e mortalidade hospitalar em pacientes admitidos por infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST submetidos à angioplastia primária.

Métodos

Registro unicêntrico, que incluiu todos os pacientes submetidos à angioplastia primária no período de janeiro a julho de 2014. Foi realizada análise comparativa das características clínicas basais, angiográficas e do procedimento entre os grupos de tabagistas e não tabagistas. Foi feita análise exploratória dos fatores associados à mortalidade hospitalar, utilizando regressão logística univariada.

Resultados

Foram incluídos 193 pacientes, sendo 45% tabagistas, com média de idade de 62±11,9 anos. Os grupos foram semelhantes quanto às características clínicas, angiográficas e do procedimento, exceto por dislipidemia e uso de inibidor da enzima conversora de angiotensina ou bloqueador dos receptores de angiotensina II maiores no grupo de tabagistas. A mortalidade hospitalar foi de 7,8%, e não houve associação com o tabagismo (p=0,346). As variáveis associadas à mortalidade hospitalar foram baixa fração de ejeção (RC: 8,22; p=0,022), lesão em tronco de coronária esquerda (RC: 7,72; p=0,003), creatinina ≥1,5mg/dL (RC: 40,80; p<0,001), fluxo final TIMI 0-1 (RC: 7,72; p=0,003) e idade ≥75 anos (RC: 4,18; p=0,010).

Conclusão

Não houve associação entre tabagismo e mortalidade hospitalar nos pacientes submetidos à angioplastia primária.

Associação entre tabagismo e mortalidade hospitalar de pacientes com infarto agudo do miocárdio submetidos à angioplastia primária

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