J Transcat Intervent.2018;26(1-2):a0013.
Trombectomia aspirativa manual durante intervenção coronária percutânea primária na prática brasileira
DOI: 10.31160/JOTCI2018;26(1)A0013
RESUMO
Introdução
A aspiração manual de trombos durante a intervenção coronária percutânea primária foi muito utilizada no fim da década passada, mas, a partir de resultados de publicações recentes, houve queda em seu grau de recomendação. O objetivo deste trabalho foi avaliar o uso desta técnica no Brasil.
Métodos
Utilizando dados da Central Nacional de Intervenções Cardiovasculares (CENIC) do período de 2008 a 2016, avaliamos pacientes submetidos à intervenção coronária percutânea primária que realizaram tromboaspiração manual. Dividimos a análise em três períodos: 2008 a 2012 (P1), 2013 a 2014 (P2) e 2015 a 2016 (P3), de acordo com o ano de publicação dos principais estudos relacionados ao tópico.
Resultados
Foram realizadas, no período, 14.003 intervenções coronárias percutâneas primárias, sendo a trombectomia aspirativa manual empregada em 5,7% (P1), 6,1% (P2) e 5,6% (P3) dos procedimentos. O P3 exibiu menor proporção de pacientes hipertensos (44,2%, 41,3% e 27,7%; p=0,036) e de tabagistas (64,1%, 69,4% e 50,8%; p=0,03), com maior prevalência de artérias ocluídas e lesões com trombo visível à angiografia. Observou-se maior utilização de tromboaspiração no primeiro período, com auge de 8% em 2012, sendo que, em 2016, o uso foi de apenas 2% (p<0,05).
Conclusões
Foi baixo o uso de trombectomia aspirativa manual durante a intervenção coronária percutânea primária em todos os períodos analisados, com queda expressiva em 2016.
Palavras-chave: Brasil; Intervenção coronária percutânea; Trombectomia/métodos
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