J Transcat Intervent.2018;26(1-2):a0013.

Trombectomia aspirativa manual durante intervenção coronária percutânea primária na prática brasileira

Daniel Ramos, Ricardo Wang, Gustavo Monteiro Soares, Adriana Costa Diamantino, Saulo Augusto de Lima, Freddy Garcia Montecinos, Leonardo Greco Machado, Roberto Vieira Botelho, Viviana de Mello Guzzo Lemke, Marcelo José de Carvalho Cantarelli

DOI: 10.31160/JOTCI2018;26(1)A0013

RESUMO

Introdução

A aspiração manual de trombos durante a intervenção coronária percutânea primária foi muito utilizada no fim da década passada, mas, a partir de resultados de publicações recentes, houve queda em seu grau de recomendação. O objetivo deste trabalho foi avaliar o uso desta técnica no Brasil.

Métodos

Utilizando dados da Central Nacional de Intervenções Cardiovasculares (CENIC) do período de 2008 a 2016, avaliamos pacientes submetidos à intervenção coronária percutânea primária que realizaram tromboaspiração manual. Dividimos a análise em três períodos: 2008 a 2012 (P1), 2013 a 2014 (P2) e 2015 a 2016 (P3), de acordo com o ano de publicação dos principais estudos relacionados ao tópico.

Resultados

Foram realizadas, no período, 14.003 intervenções coronárias percutâneas primárias, sendo a trombectomia aspirativa manual empregada em 5,7% (P1), 6,1% (P2) e 5,6% (P3) dos procedimentos. O P3 exibiu menor proporção de pacientes hipertensos (44,2%, 41,3% e 27,7%; p=0,036) e de tabagistas (64,1%, 69,4% e 50,8%; p=0,03), com maior prevalência de artérias ocluídas e lesões com trombo visível à angiografia. Observou-se maior utilização de tromboaspiração no primeiro período, com auge de 8% em 2012, sendo que, em 2016, o uso foi de apenas 2% (p<0,05).

Conclusões

Foi baixo o uso de trombectomia aspirativa manual durante a intervenção coronária percutânea primária em todos os períodos analisados, com queda expressiva em 2016.

Trombectomia aspirativa manual durante intervenção coronária percutânea primária na prática brasileira

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