J Transcat Intervent.2022;30:eA202203.

Dois anos de pandemia da COVID-19: implicações para as salas de hemodinâmica e suas práticas atuais

Ashutosh Sharma ORCID logo , Victor Razuk ORCID logo , Johny Nicolas ORCID logo , Frans Beerkens ORCID logo , George D. Dangas ORCID logo

DOI: 10.31160/JOTCI202230A202203

RESUMO

A COVID-19 continua a sobrecarregar os sistemas de saúde. No auge da pandemia, os serviços de hemodinâmica do mundo todo tiveram redução significativa no volume de procedimentos devido a vários motivos, incluindo redistribuição de recursos médicos, alocação dos cardiologistas intervencionistas em alas da COVID-19 e preocupações dos médicos e pacientes com a transmissão viral. Em especial, as intervenções para doença cardíaca estrutural tiveram queda importante – de mais de 90% do volume. Para enfrentar esses desafios, os sistemas de saúde empregaram novas medidas de segurança e protocolos, incluindo pré-teste com reação em cadeia da polimerase para COVID-19, Equipamentos de Proteção Individuais e exigência de vacinação para garantir a segurança de pacientes e trabalhadores da saúde. Embora tais medidas tenham abordado parcialmente as questões de segurança, o diagnóstico e o tratamento da injúria miocárdica aguda permaneceram desafiadores durante a pandemia. Enquanto os mecanismos fisiopatológicos que causam injúria miocárdica não estão completamente elucidados, a maioria dos estudos sugere que a COVID-19 seja uma doença pró-inflamatória, associada a um estado de hipercoagulabilidade. Os estudos randomizados em andamento avaliam a eficácia de regimes antitrombóticos mais agressivos na COVID-19. Além disso, a apresentação de síndrome coronariana aguda junto da COVID-19 é variável, mais provavelmente atípica, tardia e está associada a altas taxas de eventos cardiovasculares adversos e óbito. É necessário implementar protocolos para agilizar diagnóstico, triagem e tratamento de pacientes com síndrome coronariana aguda, e também minimizar o risco de transmissão viral para os funcionários do hospital. A intervenção coronariana percutânea robótica oferece uma solução em potencial para as diversas questões de segurança enfrentadas pelos cardiologistas intervencionistas na era da COVID-19. Porém, ela também se apresenta com seu conjunto de limitações.

Dois anos de pandemia da COVID-19: implicações para as salas de hemodinâmica e suas práticas atuais

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