J Transcat Intervent.2018;26(1-2):eA0011.
Intervenção coronária percutânea em octogenários no Brasil. Dados da última década
DOI: 10.31160/JOTCI2018;26(1)A0011
RESUMO
Introdução
Com o envelhecimento populacional, a prevalência de doenças tem aumentado, principalmente da coronariopatia com necessidade de tratamento. O objetivo do estudo foi avaliar a evolução temporal da intervenção coronária percutânea em octogenários no Brasil.
Métodos
Com base nos dados da Central Nacional de Intervenções Cardiovasculares (CENIC), foram avaliados procedimentos em pacientes com mais de 80 anos, entre junho de 2006 a março de 2016, classificados temporalmente em três grupos: 2006-2008, 2009-2011 e 2012-2016. Avaliamos características clínicas, angiográficas, dos procedimentos e seus desfechos hospitalares.
Resultados
Das 176.780 intervenções coronárias percutâneas realizadas no período, 14.148 foram realizadas em 13.256 pacientes com mais de 80 anos. A média de idade foi de 83,6 anos, com 52% do sexo masculino. Notou-se aumento da prevalência de pacientes do sexo masculino, assintomáticos, com antecedentes de infarto agudo do miocárdio, intervenção coronária percutânea prévia e em Killip 1. Concomitantemente, houve queda de tabagismo, intervenções em tronco de coronária esquerda e pacientes multiarteriais. Houve aumento progressivo do uso de stents farmacológicos, de dispositivos de tromboaspiração e do comprimento dos stents. O sucesso dos procedimentos foi alto, com incremento ao longo dos períodos (93,9% vs. 96,1% vs. 96,3%; p<0,0001), associado à redução de eventos cardíacos adversos maiores (3,9% vs. 2,1% vs. 2,3%; p<0,0001).
Conclusões
O tratamento de pacientes octogenários, apesar de mais desafiador, tornou-se mais frequente, com bons resultados e segurança ao longo dos anos.
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