J Transcat Intervent.2019;27:eA0021.
Correlação entre raça e intervenção coronária percutânea
DOI: 10.31160/JOTCI201927A201821
RESUMO
Introdução
A raça constitui fator de risco para eventos coronarianos com dados conflitantes e ainda pouco estudados na população brasileira. Este trabalho teve como objetivo avaliar a influência dessa característica no surgimento de coronariopatia, bem como nos resultados terapêuticos e eventos adversos maiores.
Métodos
Foram analisados, de forma retrospectiva, os dados da Central Nacional de Intervenções Cardiovasculares (CENIC), no período de junho de 2006 a março de 2016, comparando-se os perfis e os resultados de intervenções de acordo com a raça.
Resultados
Os mestiços apresentaram maior incidência de angina e precisaram ser sujeitados a mais procedimentos de angioplastia com stents farmacológicos e não farmacológicos. Demonstraram menor prevalência de dislipidemia e menor incidência de disfunção ventricular, bem como menor porcentual de eventos cardíacos adversos (óbito, infarto periprocedimento e nova revascularização), sem diferença estatística. Os modelos de regressão logística simples ou múltipla não demonstraram a raça como variável isolada significativa para eventos cardiovasculares.
Conclusão
Raça mestiça apresentou menor número de eventos cardiovasculares. Porém, não houve significância estatística quanto ao número de óbitos ou infartos periprocedimento relacionados à raça.
Palavras-chave: Doença das coronárias; Intervenção coronária percutânea; Origem étnica e saúde
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