J Transcat Intervent.2019;27:eA0021.

Correlação entre raça e intervenção coronária percutânea

Mauro Guimarães Albuquerque, Antônio de Castro Filho, Antenor Lages Fortes Portela, João Francisco de Sousa, Paulo Márcio Sousa Nunes, Raldir Bastos Filho, Edilberto Castilho Pereira, Laís Guimarães Gomes

DOI: 10.31160/JOTCI201927A201821

RESUMO

Introdução

A raça constitui fator de risco para eventos coronarianos com dados conflitantes e ainda pouco estudados na população brasileira. Este trabalho teve como objetivo avaliar a influência dessa característica no surgimento de coronariopatia, bem como nos resultados terapêuticos e eventos adversos maiores.

Métodos

Foram analisados, de forma retrospectiva, os dados da Central Nacional de Intervenções Cardiovasculares (CENIC), no período de junho de 2006 a março de 2016, comparando-se os perfis e os resultados de intervenções de acordo com a raça.

Resultados

Os mestiços apresentaram maior incidência de angina e precisaram ser sujeitados a mais procedimentos de angioplastia com stents farmacológicos e não farmacológicos. Demonstraram menor prevalência de dislipidemia e menor incidência de disfunção ventricular, bem como menor porcentual de eventos cardíacos adversos (óbito, infarto periprocedimento e nova revascularização), sem diferença estatística. Os modelos de regressão logística simples ou múltipla não demonstraram a raça como variável isolada significativa para eventos cardiovasculares.

Conclusão

Raça mestiça apresentou menor número de eventos cardiovasculares. Porém, não houve significância estatística quanto ao número de óbitos ou infartos periprocedimento relacionados à raça.

Correlação entre raça e intervenção coronária percutânea

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